sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Modernices

Lamento informar que no dia em que fui concebida o perdão tirou férias, o verbo trair foi excluído do dicionário e os livros de contos de fada estavam em saldo.

É por isso que para mim, não exijo menos do que uma história de encantar.

P.S. Post para lá de ressabiado mas apeteceu-me o desabafo. O facto de ter constatado que anda meio mundo a encornar outro meio causa-me náuseas.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.Deixar ir embora! Soltar! Desprender-se!Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos....Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és....
E lembra-te: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

[Fernando Pessoa]

(Estado: soberbamente feliz! : )

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Faz hoje 1 ano!

30 Julho 2007 - 31 Janeiro 2008

Porque há sítios que nunca se esquecem...

Porque há imagens que ficam sempre...


Amizades que se fazem... sobre a benção de uma das sete maravilhas do mundo...

A cada pôr do sol cinematografico no ultimo dia do ano...


Momentos únicos que jamais poderão ser transformados em palavras..

Hoje faz um ano que a aventura começou...

terça-feira, 22 de julho de 2008

Mestrado Integrado em Engenharia Civil

Feito.

(E não deixa saudades)

Tenho dito.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Portugês Suave

Maia, 15 de JUlho de 2008,

um dia de calor insuportável. mesmo daqueles que detesto porque vem à tona o que de mais nórdico existe em mim (é nestas alturas que entendo porque nasci mesmo loira de olhos azuis e com pele mais clara que a da Branca de Neve)...Whatever..
Tudo o que vai além dos 30 graus para mim ou se chama Praia de Ipanema com direito a Mate Limão bem gelado incluindo mergulho no cosmopolita posto 9 ou entao prefiro tar em casa à sombra. Como sou parva e armo-me em boa e inscrevo-me para uma melhoria de 15 para depois quiçá aumentar uma centesima de valor na media, decidi mesmo ficar pelo meu humilde lar e resistir ao telefonema da Lu para ir até à praia.. infrutifera a tentativa de aprofundar conhecimentos sobre patologia e reabilitação de edificios lá comecei a tratar da minha vida futura (leia se encontrar uma empresa k confie nas minhas capacidades pouco explicitas para me contratar como engenheira civil).
A barriga manda a perna e reuni um montinho de envelopes onde lá dentro se encontrava o meu curriculo e uma carta de apresentação escrita em cima do joelho; cansada de nao me responderem aos mails la decidi mandar aquilo pelo correio. pah sei lá esta cena agora "dos mails" (como diz a minha avó) é muito impessoal. Lololol. Saí entao de casa e dirigi-me à estaçao de correios mais proxima. ate la ainda tive de passar pelas inumeras roullotes de farturas que ainda resistiam às festas da Maia com as quais a gente desta terra tanto vibra. Se há coisa que detesto é esta mentalidadezinha provinciana mas pronto isto ja é outra historia. La cheguei aos correios e tirei a senhazinha.. 30 numeros a minha frente... tranquilo.. Um calor de morrer e la comecei a dar uma mirada pela secção dos livros ja que a espera ia ser grande ..
Ainda nao tinha passado os olhos pelo novo da Margarida Rebelo Pinto "Portugues Suave". É inevitavel. Esta mulher, tem a capacidade de me agarrar e por momentos desejei que ainda tivessem mais uns 999 numeros à minha frente para conseguir ler o livro ate ao fim...



"Confesso que cheguei a invejar-lhes a vida organizada e ordeira, os filhos sossegados e disciplinados, aquele modelo muito burguês, muito português suave, a que o Alexandre O'Neill chamava a alegria sonâmbula, a vírgula maníaca do modo funcionário de viver, tão morno, tão brando, tão baseado nas aparências e em tudo como deve ser, porque o parecer está ainda e sempre acima do ser, e o dever, acima do prazer, do sentir, de tudo."
in "Portugues Suave"

quarta-feira, 9 de julho de 2008

E podes pensar que o pior do mundo é cansares-te de cair.

Mas eu digo-te: O pior é cansares-te de te levantar.



By the way, a música é da Brandi Carlile e chama-se "The Story".

segunda-feira, 7 de julho de 2008

SuperBockSuperRock




Brand New Heavies
Clã
Morcheeba
Paolo Nutini
Jamiroquai
Jorge Palma
Sexysoundsystem

Eu Fui!

sábado, 5 de julho de 2008

And we should consider every day lost ....



...on which we have not danced at least once...

domingo, 29 de junho de 2008

Volta

Quero que voltes a ir comprar fruta na minha loja do 'faz de conta', que me dês a mão e me leves a passear enquanto me falas do gatinho novo que apareceu no bairro.
Quero que me voltes a chamar "borbulhinha" e me digas "o avô já vai, está só a tratar de uns assuntos" quando aqui a pekenita se revelava impaciente demais.
Quero que pegues no teu antigo citroen azul escuro, (Lembras-te? aquele que se elevava antes de arrancar? e que tinha aquele cheiro ainda a semi novo dos carros que só passeiam no fim de semana?), e m leves a mim e a avó até matosinhos comer um gelado.
Quero voltar a ir contigo à baixa de autocarro. Naquelas tardes em que eu olhava para cima e tu me ensinavas o porquê das coisas.

Tenho saudades de rever em ti a força. Da tua azáfama diária. Da tua correria. Da tua dinâmica. De te ver sorrir.

Cansei de fazer o papel do 'Tá tudo bem' quando na realidade não 'tá tudo bem'.

Que caiam as máscaras, estou sem força para carregar qualquer uma delas.

domingo, 22 de junho de 2008

Laranjas no ar

Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual marabalista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair.
Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho. Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo.


Margarida Rebelo Pinto

sábado, 21 de junho de 2008

Euro 2008

Mas o que é que se passa??

França nao passa da fase de grupos?

Turquia campeã das reviravoltas ao marcador??

Croácia marca ao minuto 119 e Turquia vence levando a equipa a penaltis ao minuto 121???

Ah e já agora o Hiddink vai mesmo ganhar o estatuto de “o traidor do ano” mas primeiro irá ter de dar um beijo na boca ao seu pupilo Arshavin pela sua exibição brutal desta noite.

Quanto ao Portugal - Alemanha... apenas me ocorre uma citação de Gary Lineker "O futebol é um jogo de onze contra onze e no fim... ganha a Alemanha", o que com um frangueiro como o Ricardo vem reforçar a questão.

Bom... parece-me a mim que este é o Europeu dos "segundos lugares"!

Agora que Portugal e a minha selecção por simpatia (leia-se Holanda) foram afastadas encontro me num certo dilema sobre por quem torcer...

Uma coisa é certa.. dava me um gostinho especial que a Turquia ganhasse à Alemanha com um golo marcado 5 segundos antes do arbitro finalizar a partida...

terça-feira, 10 de junho de 2008

Next target: Exames..

Eu: Não entendes?
Ele: Entendo o quê?
Eu: Que é humanamente impossível conseguir ter a tese pronta até 4a feira!
Ele: Ate pode ser humanamente impossível... mas é Fabiolamente executável...

Parece que tinhas razão...


P.S. E desenbolsar aí 15euros pa imprimir 103 páginas a cores?? ein?...

Meus caros.. Toca a pedir aumentos aos vossos papás!!!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

The time is now!

"Nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa tudo sempre passará..."

A vida vem em ondas como o mar num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
(...)
Há tanta vida lá fora, aqui dentro
Sempre
Como uma onda no mar!


Uma fase termina outra recomeça no instante seguinte.
Não há lugar nem espaço para saudosismos, para chorar o bom ou o mau que ficou para trás.

Hoje é tempo de mudança.

17 anos vão ficar para trás.

E estou a 2 meses (menos 5 dias) do "primeiro dia do resto da minha vida".

sábado, 17 de maio de 2008

"Já que a felicidade é tão incerta, que ela seja incerta num lugar BOM!"

Fazer uma casinha no alto do morro é tudo o que eu pedi pra Jah

Sair dessa cidade soltar o meu cachorro

Fugir da Babilônia...


Aqui eu sou marajá
A natureza é minha luxúria,
Viver de frente pro mar,
Sei que DEUS me ajudará

"E a felicidade se encontra nas coisas mais simples da terra,
Às vezes a paz de um sorriso Pode desarmar uma guerra
Aqui to mais perto de DEUS,
Curtindo meu filho brincar,
Cidade vou dizer adeus,
Não sei se eu vou voltar."


quarta-feira, 14 de maio de 2008

Elogio ao amor

"Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farta de conversas, farta de compreensões, farta de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Miguel Esteves Cardoso
(Cliché, I know...)